O adolescente de 16 anos que estava internado em estado gravíssimo após ser agredido pelo piloto de automobilismo em Vicente Pires, no Distrito Federal, morreu na manhã deste sábado (7), confirmou o advogado da família. A vítima havia sido socorrida no dia 23 de janeiro com traumatismo craniano e permaneceu em coma induzido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular em Águas Claras por 16 dias antes de não resistir aos ferimentos.
O caso atraiu forte atenção da opinião pública desde o início, quando imagens e relatos mostraram a vítima sendo atacada após um desentendimento que começou, segundo registros, por causa de um chiclete arremessado em direção a um amigo do adolescente. A discussão rapidamente evoluiu para agressões físicas, deixando o jovem com ferimentos graves após bater a cabeça na porta de um veículo durante a confusão.
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O principal investigado é o piloto e empresário Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos. Inicialmente, ele foi preso em flagrante pela Polícia Civil e chegou a ser solto sob pagamento de fiança de R$ 24,3 mil, respondendo em liberdade provisória pelo crime de lesão corporal grave.
Com o agravamento do quadro clínico da vítima e sua morte, autoridades que acompanham o caso aguardam a manifestação do Ministério Público para potencial reclassificação da acusação, que pode passar de lesão corporal grave para lesão corporal seguida de morte ou até homicídio, dependendo dos laudos periciais e da análise jurídica dos fatos.
A trajetória judicial de Turra tem sido marcada por idas e vindas: após a soltura inicial, a Justiça do Distrito Federal determinou a prisão preventiva dele, que agora cumpre em cela especial ou isolada por determinação judicial, diante da repercussão e de possíveis ameaças à sua integridade física.
Além desse episódio, investigações preliminares indicaram outras ocorrências envolvendo o piloto, inclusive relatos de agressões passadas — como uso de um dispositivo de choque contra uma adolescente em uma festa e possíveis ataques a outras pessoas — o que foi considerado pela Justiça ao justificar medidas mais rigorosas.
Familiares, amigos e integrantes da comunidade acompanharam com apreensão a evolução do estado de saúde do adolescente ao longo das últimas semanas, enquanto movimentos por justiça nas redes sociais ganharam força. A família já havia se manifestado publicamente, pedindo responsabilização e enfatizando o impacto do crime na vida do jovem e de seus entes queridos.
O caso segue sob investigação da 38ª Delegacia de Polícia de Vicente Pires, e a promotoria deve definir nos próximos dias a denúncia formal que será oferecida à Justiça com base nas apurações e na nova realidade trazida pela morte da vítima.
FONTE/CRÉDITOS: Redação Cidade

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