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Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2026
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Lei pioneira proíbe terapia com inteligência artificial

Terapia exige profundidade, cuidado e empatia, diz especialista.

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Por Cidade a Cidade
Lei pioneira proíbe terapia com inteligência artificial
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Em vigor desde 4 de agosto de 2025, a nova lei que proíbe a utilização de sistemas de inteligência artificial como ferramenta de terapia mental autônoma coloca o estado de Illinois, nos Estados Unidos, na vanguarda da regulação sobre o assunto.
O estado é o primeiro do país a sancionar uma legislação que impede que chatbots e outros recursos de IA ofereçam diagnósticos, planos de tratamento ou aconselhamento direto a pacientes sem a supervisão de um profissional de saúde mental licenciado.
A nova legislação, chamada Wellness and Oversight for Psychological Resources Act (WOPR Act), permite o uso de IA apenas para funções administrativas ou de suporte — como agendamento de consultas ou transcrição de sessões — e exige consentimento expresso do paciente para qualquer análise de dados feita por sistemas automatizados. O descumprimento pode gerar multas de até US$ 10 mil por infração.

Para a especialista em psicologia clínica Esther Guimarães, a decisão de Illinois reforça um debate urgente: a regulação do ambiente digital, especialmente quando envolve inteligência artificial. “Não podemos seguir os modelos de regulação do passado, que são lentos e burocráticos. É preciso acompanhar a velocidade que a própria IA impõe para evitar lacunas que exponham a sociedade a riscos”, avalia.
Ela destaca que, cada vez mais, pessoas buscam aconselhamento com IAs como substituto de terapia, o que pode gerar perigos diretos e indiretos. “Um processo terapêutico eficiente é profundo, exige cuidado e empatia — qualidades que a tecnologia, por mais avançada que seja, ainda não entrega de forma genuína”, afirma.

Diversidade de abordagens terapêuticas exige cautela e clareza
Diante desse cenário, é importante lembrar que a oferta de terapias e abordagens está cada vez mais diversificada, resultado de avanços científicos e das mudanças nas demandas sociais e emocionais. Conhecê-las é fundamental para que o paciente possa fazer escolhas conscientes sobre seu tratamento.

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Para Esther Guimarães, essa clareza nasce na relação entre paciente e terapeuta. “Paciente e terapeuta precisam ter liberdade um com o outro para que o paciente esteja plenamente informado sobre a abordagem, a técnica utilizada, seus objetivos e particularidades. O ideal é que essa conversa aconteça no início do tratamento, para que a pessoa possa sentir se é, de fato, o que está buscando”, orienta a especialista em transtornos do neurodesenvolvimento, com mais de 30 anos de atuação clínica.

 

 

 

FONTE/CRÉDITOS: Michele Borges
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