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Sexta-feira, 22 de Maio de 2026
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Trump e Rubio reforçam ameaça de intervenção em Cuba

EUA enviam porta-aviões ao Mar do Caribe após anunciarem acusações criminais contra ex-líder cubano Raúl Castro. Secretário de Estado americano diz que país prefere acordo pacífico, mas avalia que chances são baixas

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Trump e Rubio reforçam ameaça de intervenção em Cuba
EUA anunciaram envio do porta-aviões USS Nimitz ao Mar do Caribe para exercícios militares/Foto: Yonhap/picture alliance
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, reforçaram na quinta-feira (21/05) a possibilidade de uma intervenção militar em Cuba, com o envio do porta-aviões USS Nimitz para o Mar do Caribe.

As ameaças de Washington também ganharam maior peso após o governo americano anunciar acusações criminais contra o ex-líder cubano Raúl Castro. Ele foi denunciado por promotores federais à Justiça americana pelo abatimento, em 1996, de dois aviões civis operados por um grupo de exilados que viviam nos EUA.

Hoje com 94 anos, Raúl – o irmão mais novo do histórico líder da revolução cubana de 1959, Fidel Castro – era ministro da Defesa à época. As acusações incluem homicídio e destruição de aeronave.

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Trump disse que presidentes americanos anteriores consideraram intervir em Cuba por décadas, mas que, ao que tudo indica, essa decisão caberá a ele próprio.

"Outros presidentes analisaram isso por 50, 60 anos, pensando em fazer algo", disse Trump a repórteres no Salão Oval da Casa Branca. "Parece que serei eu quem o fará. Então, eu ficaria feliz em fazê-lo."

Rubio: EUA preferem um acordo negociado com Cuba

O secretário de Estado disse a jornalistas que Cuba representa uma ameaça à segurança nacional há anos devido aos seus laços com adversários dos EUA, e que Trump está determinado a lidar com a questão.

Rubio, filho de imigrantes cubanos, que há muito adota uma postura linha-dura contra o regime socialista da ilha, disse que a Casa Branca quer resolver as diferenças com Cuba pacificamente, mas duvida que os EUA consigam chegar a uma solução diplomática com o atual governo em Havana.

A "preferência de Trump é sempre um acordo negociado e pacífico. Essa é sempre a nossa preferência. Essa continua sendo a nossa preferência com Cuba", disse Rubio. "Sendo honesto, a probabilidade disso acontecer, considerando com quem estamos lidando, não é alta", ressalvou.

Ex-líder cubano Raúl Castro
Ex-líder cubano Raúl Castro foi acusado nos EUA pelo abatimento de dois aviões civis em 1996Foto: Norlys Perez/REUTERS

Os principais assessores de Trump – incluindo Rubio, o chefe da CIA, John Ratcliffe, e outros altos funcionários de segurança nacional – se reuniram com autoridades cubanas nos últimos meses para explorar possíveis melhorias nas relações. Mas o lado americano não ficou impressionado com essas conversas, o que levou à imposição de novas sanções a Havana na última semana.

Ao longo dos anos, Cuba se acostumou a "ganhar tempo e esperar que a situação se resolva", disse Rubio. "Eles não vão conseguir esperar que a situação se resolva ou ganhar tempo. Estamos muito sérios, estamos muito focados."

Ao ser questionado se os EUA usariam a força em Cuba para mudar o sistema político da ilha, Rubio repetiu que uma solução diplomática era preferível, mas observou que "o presidente sempre tem a opção de fazer o que for preciso para apoiar e proteger os interesses nacionais".

Ele rebateu o comentário de um repórter de que isso soava como uma tentativa de "construção nacional", insistindo que se tratava de lidar com um risco à segurança nacional.

EUA enviam porta-aviões ao Caribe

Os militares dos EUA anunciaram a chegada do porta-aviões USS Nimitz e dos navios que o acompanham ao Mar do Caribe no mesmo dia em que as acusações contra Castro foram anunciadas. O Comando Sul dos EUA disse que os navios participam de exercícios marítimos com parceiros na América Latina, que começaram em março.

Rubio não quis comentar como os EUA poderiam proceder para implementar a acusação contra Castro, que completa 95 anos no próximo mês.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, condenou as acusações contra Raúl Castro como uma manobra política que buscava apenas "justificar a insensatez de uma agressão militar contra Cuba".

O caso levou muitos a acreditar que o governo Trump estaria seguindo a mesma estratégia usada quando capturou o então presidente da Venezuela Nicolás Maduro em uma operação militar no início de janeiro. Maduro, que está preso nos EUA desde sua captura e enfrenta acusações federais de tráfico de drogas, se declarou inocente.

Trump vem ameaçando uma ação militar em Cuba desde a deposição de Maduro. Ele ordenou um bloqueio energético que interrompeu o fornecimento de combustível para Cuba. Isso levou a graves apagões, escassez de alimentos e um colapso econômico em toda a ilha.

Cubanos jogam cartas em mesa colocada na rua à luz de lanternas de celulares. Ao fundo, uma fogueira
Bloqueio energético dos EUA interrompeu fornecimento de combustíveis para Cuba, gerando apagões constantes em toda a ilhaFoto: Ramon Espinosa/AP Photo/picture alliance

O governo Trump também impôs novas sanções a Cuba neste mês, a maior destas contra o Grupo de Administración Empresarial S.A. (Gaesa), um conglomerado operado pelas Forças Armadas Revolucionárias Cubanas.

Nesta quinta-feira, Rubio anunciou que a irmã do presidente executivo da Gaesa, que morava nos EUA, foi presa após ter seu green card – o visto de residência permanente nos EUA – revogado, estando agora sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA.

"Governos anteriores permitiram que as famílias das elites militares cubanas, terroristas iranianos e outras organizações repreensíveis desfrutassem de estilos de vida luxuosos em nosso país, financiados por dinheiro sujo, enquanto as pessoas que eles reprimem em seus países sofrem em circunstâncias cada vez mais difíceis. Isso acabou", disse Rubio, em nota.

"Grave ameaça à segurança nacional"

Trump intensificou as discussões sobre mudança de regime em Cuba depois de prometer realizar uma "tomada amigável" do país se a liderança cubana não abrisse sua economia aos investimentos americanos e expulsasse os adversários dos EUA.

Nesta quinta-feira, Rubio afirmou que Cuba representa uma grave ameaça à segurança nacional dos EUA devido aos seus laços de segurança e inteligência com a China e a Rússia, bem como às suas relações amistosas com os inimigos dos EUA na América Latina.

Nesta quinta-feira, o porta-voz do Ministério chinês do Exterior, Guo Jiakun, disse que Pequim se opõe às sanções e à pressão dos EUA sobre Cuba. "A China apoia firmemente Cuba na defesa de sua soberania e dignidade nacional e se opõe à interferência externa", acrescentou Guo.

FONTE/CRÉDITOS: DW Brasil
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