Cidade a Cidade - Informação simples e Imparcial

Domingo, 19 de Abril de 2026
Cidade a Cidade
Cidade a Cidade

Mundo

União Europeia propõe plano de defesa de 800 bi de euros

Europeus correm para aumentar gastos militares após corte de repasses americanos para a Ucrânia. Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anuncia financiamentos e novas regras fiscais.

Cidade a Cidade
Por Cidade a Cidade
União Europeia propõe plano de defesa de 800 bi de euros
Wiktor Dabkowski/ZUMA Press Wire/IMAGO
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Horas após o presidente americano Donald Trump suspender toda a ajuda militar dos Estados Unidos à Ucrânia, a presidente da Comissão EuropeiaUrsula von der Leyen, apresentou nesta terça-feira (04/03) um plano para mobilizar até 800 bilhões de euros (R$ 4,7 trilhões) para a defesa da Europa e ajudar a fornecer apoio militar "imediato" ao país invadido pela Rússia.

"Estamos numa era de rearmamento, e a Europa está pronta para aumentar maciçamente seus gastos com defesa", disse Von der Leyen, em comunicado à imprensa.

O plano, batizado de "ReArm Europe" (ReArmar Europa), tem potencial de elevar consideravelmente os gastos militares da região e a ajuda à Ucrânia, há três anos sob ataque russo. Nesse período, foram destinados ao país cerca de 267 bilhões de euros de todos os doadores, incluindo os Estados Unidos.

Publicidade

Leia Também:

Os repasses da Europa foram até agora a principal fonte de ajuda à Kiev, embora os Estados Unidos tenham empenhado mais recursos para fins estritamente militares. De acordo com o Instituto Kiel para Economia Mundial, durante os três anos de guerra a Europa alocou 70 bilhões de euros em ajuda financeira e humanitária e 62 bilhões de euros em ajuda militar, enquanto os EUA destinaram 50 bilhões de euros em ajuda financeira e humanitária e 64 bilhões de euros em ajuda militar.

A aproximação direta de Trump com o presidente russo Vladimir Putin para pôr fim ao conflito desestabilizou as relações entre Europa e EUA. A  retirada de toda ajuda militar americanaà Ucrânia, anunciada na segunda-feira (03/03) pelo presidente americano, três dias depois do confronto com o ucraniano Zelenski no Salão Oval, foi o empurrão para que líderes europeus se articulassem em torno do pacote de ajuda.

"A Europa enfrenta um perigo claro e presente numa escala que nenhum de nós viu em nossa vida adulta", afirmou Von der Leyen ao apresentar o plano. "Estamos vivendo o momento mais importante e perigoso de todos."

Ao centro da mesa em forma de U, está o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer; Ursula von Leyen é a única mulher entre oito líderes, que inclui países europeus e o Canadá
Ursula von der Leyen e chefes de Estado durante reunião em Londres para discutir apoio militar à Ucrânia, em 02/03/2025Foto: Justin Tallis/POOL/AFP/Getty Images

Detalhes do plano

Ainda não está claro quando o plano, que ainda depende da aprovação dos Estados-membros da UE, passará a ter efeito. Para detalhar essa estratégia, foi convocada para esta quinta-feira uma cúpula em Bruxelas entre líderes europeus.

Von der Leyen explicou que o plano consiste em cinco linhas básicas. A primeira propõe a suspensão de regras orçamentárias que obrigam os países da UE a manterem seus déficits públicos abaixo de 3% do PIB, permitindo assim que aumentem os gastos com defesa. Essa medida teria potencial de liberar 650 bilhões de euros em quatro anos.

O pacote prevê ainda um novo "instrumento" que forneceria aos Estados-membros 150 bilhões de euros em empréstimos para investimentos em defesa, em equipamentos militares como "defesa aérea e de mísseis, sistemas de artilharia, mísseis e munição, drones e sistemas antidrone”.

O terceiro componente prevê o uso do orçamento existente da UE "para direcionar mais fundos para investimentos relacionados à defesa", incluindo o redirecionamento para defesa de recursos destinados ao desenvolvimento de países europeus mais pobres, informou Von der Leyen.

As duas últimas áreas de ação incluem o Banco Europeu de Investimento, braço de empréstimos do bloco. Os Estados da UE querem que o banco elimine os limites de empréstimos para empresas de defesa, além de uma combinação de poupança e investimentos para ajudar as empresas a captarem recursos.

Em carta enviada aos líderes da UE nesta terça-feira, a presidente do banco, Nadia Calvino, disse que pediria que o escopo dos investimentos elegíveis fosse "ainda mais ampliado", para se alinhar com as "novas prioridades políticas" da UE. Isso envolveria conceder empréstimos a projetos puramente de defesa, sem uso civil plausível, como acontece atualmente.

FONTE/CRÉDITOS: DW Brasil
Comentários:
Cidade a Cidade

Publicado por:

Cidade a Cidade

Cidade a Cidade abrindo espaço para você, cadastre-se e tenha o portal do Usuário. Fique por dentro de tudo o que acontece na sua cidade, opine, mande sua informação, reclamação ou dica.

Saiba Mais

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!

Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível.