Entre chuva e negociações, consumidores lotam ruas e shoppings em busca dos últimos presentes para celebrar a data.
Na movimentada Rua 25 de Março, em uma das maiores capitais do Brasil, o cenário é de efervescência. “Aqui a gente encontra de tudo com preços muito mais acessíveis”, comenta o aposentado José Almeida, destacando a economia que conseguiu ao adquirir uma caixa térmica por R$ 239, enquanto outras lojas vendiam o mesmo produto por quase R$ 300.
Os lojistas estão otimistas, prevendo um aumento de pelo menos 6% nas vendas em comparação ao Natal passado. “Apesar da chuva, o movimento não para. A gente só corre para comprar uma capa e segue o rolê”, brinca a comerciária Paula Santos, que todos os anos enfrenta o frenesi das compras de última hora.
Enquanto isso, nos shoppings da região, o cenário é igualmente animado. De acordo com a Associação Nacional de Varejo, a expectativa é de um faturamento que ultrapasse R$ 6 bilhões, um crescimento de 7% em relação a 2023. “O décimo terceiro e as férias estão ajudando muito. As pessoas estão comprando tanto para a família quanto para as viagens”, celebra a gerente de loja Marlene Oliveira.
Os consumidores confirmam que as condições facilitadas de pagamento são essenciais. “Parcelar é a saída. Assim, consigo garantir presente para todo mundo”, explica a dona de casa Carolina Mendes.
No meio de tantas compras, é o espírito natalino que ainda brilha. “Desejo paz para o Brasil e muitos presentes para todos”, afirma Bia, de 10 anos, entre um pedido e outro ao Papai Noel. Já a pequena Mariana, de 8 anos, compartilha sua esperança: “Quero que todos tenham um Natal abençoado e cheio de alegria.”
O Natal não é apenas sobre compras, mas sobre a energia que une as pessoas em um momento de partilha e esperança. E, ao que tudo indica, nem a chuva nem a correria conseguem apagar esse espírito tão especial.

Comentários: