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Domingo, 18 de Janeiro de 2026
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Hong Kong busca desaparecidos no pior incêndio em 30 anos

Bombeiros continuam procurando centenas de moradores no complexo habitacional ainda em chamas, mais de 24 horas após o início de um incêndio que devastou os arranha-céus, matando ao menos 55 pessoas. Três foram presos

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Por Cidade a Cidade
Hong Kong busca desaparecidos no pior incêndio em 30 anos
Dale De La Rey/AFPDale De La Rey/AFP
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Bombeiros continuam nesta quinta-feira (27/11) a busca por centenas de desaparecidos em um complexo de apartamentos ainda em chamas em Hong Kong , um dia após o início de um incêndio que devastou os arranha-céus, matando ao menos 55 pessoas.

incêndio começou na tarde de quarta-feira em um conjunto habitacional de oito prédios com 2 mil apartamentos e mais de 4.600 moradores e causou comoção na cidade, que possui alguns dos blocos residenciais mais densamente povoados e mais altos do mundo. 

Nesta quinta-feira, uma densa fumaça continuava a sair do complexo Wang Fuk Court, no distrito de Tai Po, um subúrbio ao norte de Hong Kong, próximo à fronteira com o continente.

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Os bombeiros lutam para controlar as chamas desde o meio da tarde de quarta-feira, quando o incêndio começou e se espalhou por sete dos oito edifícios do complexo. Mais de 24 horas depois do início do incêndio, o fogo havia sido extinto em quatro edifícios, e as chamas nas três torres restantes ainda estavam ativas, mas sob controle, de acordo com as autoridades na tarde de quinta-feira. Elas afirmaram que a operação poderia durar até a noite.

Multidões se reuniram nas ruas e áreas públicas próximas para organizar ajuda aos moradores desabrigados e aos bombeiros, parte de um esforço espontâneo que atraiu pessoas de toda a cidade.

"É realmente comovente. O espírito do povo de Hong Kong é que, quando alguém está em apuros, todos se unem para ajudar... Isso mostra que o povo de Hong Kong é cheio de amor", disse Stone Ngai, de 38 anos, um dos organizadores de um posto de socorro improvisado.

Três presos

A polícia informou na manhã de quinta-feira que prendeu três homens em conexão com o incêndio, depois que materiais inflamáveis ​​deixados durante trabalhos de manutenção e reformas fizeram com que as chamas "se espalhassem rapidamente e ficassem fora de controle".

Os diretores e um consultor de engenharia de uma construtora foram presos sob suspeita de homicídio culposo. A polícia não divulgou diretamente o nome da empresa onde trabalham. "Temos motivos para acreditar que os responsáveis ​​pela construtora foram extremamente negligentes", disse Eileen Chung, superintendente sênior da polícia.

Na quinta-feira, a polícia também revistou o escritório da Prestige Construction & Engineering Company, que, segundo a agência de notícias AP, era responsável pelas reformas no complexo de torres. A polícia apreendeu caixas de documentos como provas, de acordo com a mídia local. Os telefones da Prestige não atenderam.

As autoridades suspeitam que alguns materiais nas paredes externas dos edifícios não atendiam aos padrões de resistência ao fogo, permitindo a propagação excepcionalmente rápida do incêndio.

A polícia também disse ter encontrado isopor – material altamente inflamável – fixado nas janelas de cada andar perto do hall do elevador da única torre que não foi afetada. Acredita-se que tenha sido instalado pela empresa de construção, mas o propósito não estava claro.

As autoridades de Hong Kong inspecionarão imediatamente todos os conjuntos habitacionais que passam por grandes obras após o desastre, disse o chefe do Executivo, John Lee .

Equipes levando pessoa em uma maca atravessa a rua
Equipes removem pessoa em uma maca enquanto incêndio consome vários prédios residenciais no Wang Fuk CourtFoto: Vernon Yuen/Nexpher Images/ZUMA/picture alliance

Incêndio começou em andaime

O incêndio começou no andaime externo de uma torre de 32 andares, e se espalhou pelos andaimes de bambu e pelas telas de proteção da construção até o interior do prédio e, em seguida, para os outros edifícios, provavelmente auxiliado pelas condições de vento. Os bombeiros lançaram água contra as chamas intensas a partir de caminhões com escadas, mas as condições para combater o incêndio e resgatar pessoas eram difíceis.

Um especialista em segurança contra incêndio disse que o incidente "é bastante chocante", já que as normas em geral exigem que os edifícios sejam espaçados para evitar que os incêndios se espalhem de um prédio para o outro. "Normalmente, eles não se espalham além do prédio de origem", disse Alex Webb, engenheiro de segurança contra incêndio da CSIRO Infrastructure Technologies na Austrália, afirmando que os materiais citados pela polícia poderiam explicar por que os incêndios se espalharam.

Os andaimes de bambu são um elemento básico da arquitetura tradicional chinesa, sendo comuns em projetos de construção e reforma de prédios em Hong Kong, embora o governo tenha dito no início deste ano que começaria a eliminá-los gradualmente de projetos públicos devido a preocupações com a segurança.

FONTE/CRÉDITOS: DW Brasil
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