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Quinta-feira, 16 de Abril de 2026
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Israel anuncia morte de líder do Hezbollah no Líbano

Exército israelense informou que bombardeios ao sul da capital Beirute mataram Sayyed Hassan Nasrallah e outros dirigentes do grupo extremista.

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Israel anuncia morte de líder do Hezbollah no Líbano
Vahid Salemi/picture alliance/AP
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O exército israelense informou neste sábado (28/09) que o chefe do Hezbollah , Sayyed Hassan Nasrallah, está morto. Segundo o porta-voz Avichay Adraee, Nasrallah morreu após bombardeio israelense nos subúrbios ao sul de Beirute, no Líbano, na sexta-feira (27/09).

"Hassan Nasrallah está morto", declarou o porta-voz do exército, tenente-coronel Nadav Shoshani, nas redes sociais, o que foi reiterado por outros membros da corporação.

Segundo as Forças Armadas israelenses, o Hezbollah tinha um plano de se infiltrar em comunidades israelenses, matar e raptar cidadãos, a exemplo do ataque feito pelo grupo extremista palestino Hamas em 7 de outubro do ano passado. 

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Inimigo declarado de Israel, aliado do Hamas e apoiado pelo Irã, o Hezbollah confirmou, em nota, a morte de seu líder e prometeu vingá-la. O comunicado recorda ainda como o clérigo xiita assumiu o controle do movimento em 1992, depois que seu antecessor, Abbas al Musawi, foi morto durante um ataque israelense de helicóptero no sul do Líbano.

"Sua eminência Sayyed Hassan Nasrallah, secretário-geral do Hezbollah, juntou-se aos seus grandes e imortais mártires, cuja jornada liderou durante quase trinta anos, conduzindo-os de vitória em vitória", afirmou o grupo extremista.

Ataque ao QG do Hezbollah

Militares israelenses afirmaram ter feito um ataque aéreo enquanto a direção do grupo extremista se reunia em seu quartel-general em Dahiyeh, uma área densamente povoada ao sul de Beirute. Além de Nasrallah, outros comandantes foram mortos, segundo o relato.

Jatos israelenses bombardearam o sul e os arredores de Beirute durante toda a noite, depois que Israel disse ter matado Nasrallah. Dezenas de edifícios em Beirute foram completamente destruídos.

O Hezbollah afimrou que, em resposta aos duros ataques sofridos, disparou foguetes contra um "kibutz" e alvos militares no norte de Israel.

Desde segunda-feira, mais de 700 pessoas foram mortas pelos bombardeios israelenses no Líbano. São os ataques mais intensos contra o reduto do Hezbollah desde que o grupo e Israel entraram em guerra pela última vez, em 2006.

O recente agravamento no conflito entre Israel e o Hezbollah teve início há menos de duas semanas, na esteira do confronto entre Israel e o Hamas na Faiza de Gaza. Entre os ataques sofridos pelo Líbano, houve exlosões de pagers e walkie-talkies, que mataram mais de 40 pessoas – na maioria combatentes do grupo radical, mas também mulheres e crianças.

Quem era Hassan Nasrallah

Hassan Nasrallah, um religioso de 64 anos, é objeto de um verdadeiro culto de personalidade no Líbano, onde era considerado um dos homens mais poderosos. Durante anos, viveu escondido e raramente apareceu em público.

Desde 1992, ele que comandava o grupo extremista, fundado pelas Guardas Revolucionárias do Irã em 1982 para lutar contra Israel e suas ocupações no Líbano. Nasrallah foi responsável por levar o grupo para a vida política no país e ampliar sua influência no Oriente Médio.

Reações no Oriente Médio

O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que "o caminho de Nasrallah continuará, e seu objetivo sagrado será realizado com a libertação de Jerusalém, se Deus quiser". O vice-presidente iraniano, Mohamad Javad Zarif, expressou suas condolências pela morte de Nasrallah, que ele descreveu como um "símbolo da luta contra a opressão".

O grupo islâmico palestino Hamas condenou a "agressão bárbara" de Israel no Líbano e os seus ataques a edifícios residenciais na última semana. "Estamos confiantes e certos de que este crime e todos os crimes e assassinatos da ocupação [israelense] apenas aumentarão a resistência no Líbano e na Palestina", acrescentou o Hamas.

O primeiro-ministro do Iraque, Mohamed Shia al Sudani, chamou de "ataque vergonhoso" e "um crime que mostra que a entidade sionista cruzou todas as linhas vermelhas".

FONTE/CRÉDITOS: DW Brasil
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