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Operação da Polícia de SP prende 'arrastadores' que extorquiam passageiros no Aeroporto de Guarulhos

Polícia Civil identificou mais de 30 boletins de ocorrência contra os envolvidos que se passavam por motoristas de aplicativo ou táxi para aplicar g

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Por Cidade a Cidade
Operação da Polícia de SP prende 'arrastadores' que extorquiam passageiros no Aeroporto de Guarulhos
A investigação teve início após a análise de cerca de 30 boletins de ocorrência relacionados à atuação dos chamados “arrastadores” – Foto: Divulgação/Govenro de São Paulo
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A Polícia Civil realiza nesta sexta-feira (19) a Operação Rapere para desarticular uma associação criminosa suspeita de extorquir passageiros no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. Até o momento, três pessoas foram presas temporariamente. Ao todo, a Justiça expediu seis mandados de prisão e seis de busca e apreensão, cumpridos em endereços localizados em Guarulhos e na capital paulista, nos bairros de Itaquera, Capão Redondo e São Miguel Paulista.

A investigação teve início após a análise de cerca de 30 boletins de ocorrência relacionados à atuação dos chamados “arrastadores”, grupo conhecido por abordar passageiros nas áreas de desembarque do aeroporto oferecendo falsas corridas de aplicativo ou táxi. Segundo a polícia, as vítimas eram coagidas a realizar pagamentos com valores muito acima dos praticados pelo mercado.

Durante as apurações, os investigadores conseguiram identificar ao menos seis integrantes da associação criminosa e localizar sete vítimas, algumas delas residentes em outros estados e até no exterior. Imagens obtidas recentemente pela equipe também registraram a atuação dos suspeitos no aeroporto, fortalecendo o conjunto de provas apresentado à Justiça.

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De acordo com o delegado Luiz Romani, responsável pela operação, a ação representa uma resposta a um problema que se arrastava há anos em um dos principais terminais aéreos do país.

“Esses criminosos atuavam de forma recorrente e vinham causando prejuízos e insegurança a passageiros, especialmente idosos, turistas e estrangeiros. A partir da análise de aproximadamente 30 boletins de ocorrência, conseguimos reunir elementos que demonstraram a atuação organizada do grupo. Esta operação marca o fim da impunidade dos chamados arrastadores e mostra que esse tipo de crime não terá mais espaço no Aeroporto de Guarulhos”, afirmou.

Segundo a Polícia Civil, as diligências continuam para localizar os demais investigados. A corporação também apura a participação dos suspeitos em outros crimes, como estelionato e extorsão, praticados contra passageiros que chegavam à capital paulista.

Batizada de Rapere — palavra em latim que significa “roubar” —, a operação busca encerrar a atuação de um grupo que se tornou conhecido por intimidar viajantes em uma área estratégica de circulação de pessoas, alvo de denúncias recorrentes nos últimos anos.

FONTE/CRÉDITOS: Secretaria de Comunicação do Estado de São Paulo

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