Cidade a Cidade - Informação simples e Imparcial

Terça-feira, 28 de Abril de 2026
Cidade a Cidade
Cidade a Cidade

Mundo

Trump diz que pausará imigração do "terceiro mundo" nos EUA

Em postagem nas mídias sociais, republicano acusou estrangeiros de serem risco à segurança e sobrecarga a serviços públicos no país. Governo também vai revisar status migratório de cidadãos de 19 países

Cidade a Cidade
Por Cidade a Cidade
Trump diz que pausará imigração do
Jim Watson/AFP
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O presidente dos EUA, Donald Trump , afirmou na noite desta quinta-feira (27/11) que planeja "pausar permanentemente" a imigração para os Estados Unidos originária de "países do terceiro mundo", um dia após um afegão ter apontado como responsável por balear   dois membros da Guarda Nacional em Washington – um deles morreu.

"Eu pausarei permanentemente a imigração de todos os países do terceiro mundo para permitir que o sistema americano se recupere totalmente", escreveu o republicano nas redes sociais, usando um termo desatualizado e ofensivo para se referir a nações em desenvolvimento econômico.

Ele também ameaçou revogar "milhões" de vistos concedidos durante o governo de seu antecessor, Joe Biden, e "remover qualquer pessoa que não seja um ativo líquido para os Estados Unidos".

Publicidade

Leia Também:

Sua publicação, que terminou desejando um feliz Dia de Ação de Graças aos americanos, marca uma nova escalada nas políticas anti-imigração de seu segundo mandato, caracterizado por uma campanha de deportações em massa.

Morte de militar atacada

O presidente americano havia anunciado anteriormente a morte de Sarah Beckstrom, uma jovem de 20 anos membro da Guarda Nacional da Virgínia Ocidental, que foi atacada no dia anterior por um atirador perto da Casa Branca.

O ataque, descrito pelas autoridades como uma "emboscada", teve como alvo dois soldados dessa unidade militar, destacada em Washington e outras cidades governadas por democratas como parte do controverso plano de Trump para combater o que ele considera crime desenfreado e violento.

Trump, aliás, relacionou o tiroteio à sua decisão de enviar centenas de soldados da Guarda Nacional para a cidade. "Talvez esse homem estivesse chateado porque não conseguia cometer crimes", sugeriu.

As autoridades identificaram o suspeito como um afegão de 29 anos que trabalhou com as forças americanas em seu país durante a guerra contra o Talibã e se estabeleceu nos Estados Unidos em 2021, quando Washington retirou suas tropas do Afeganistão.

O FBI, por sua vez, iniciou uma investigação de terrorismo.

"Civilização Ocidental"

Em suas redes sociais, Trump acrescentou que acabará com todos os benefícios e subsídios federais para cidadãos não americanos e que irá "desnaturalizar os migrantes que prejudicam a tranquilidade interna e deportar qualquer estrangeiro que seja um encargo público, risco à segurança ou incompatível com a civilização ocidental"

"Esses objetivos serão perseguidos para alcançar uma redução significativa nas populações ilegais e problemáticas", acrescentou o presidente.

"Somente a MIGRAÇÃO REVERSA pode resolver completamente essa situação", declarou ele.

Joseph Edlow, diretor do Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS), anunciou na quinta-feira que revisará o status imigratório de todos os residentes permanentes ou portadores de "green card" de 19 países.

Afeganistão, assim como Cuba , Haiti , Venezuela , Irã e Mianmar , estão na lista.

O governo Trump também ordenou a suspensão imediata do processamento de pedidos de imigração do Afeganistão .

O outro soldado ferido no ataque de quarta-feira, Andrew Wolfe, de 24 anos, "está lutando pela vida", informou Trump na quinta-feira. O suspeito do tiroteio também está em estado crítico.

Motivo do ataque ainda é desconhecido

A procuradora dos EUA para o Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, informou que o suspeito do ataque, Rahmanullah Lakanwal, morava no estado de Washington, do outro lado do país, e dirigiu até o local do tiroteio. Ele abriu fogo com um revólver Smith & Wesson calibre .357 contra um grupo de membros da Guarda Nacional que patrulhavam a poucos quarteirões da Casa Branca. As autoridades ainda não têm pistas sobre o motivo do ataque.

O diretor da CIA, John Ratcliffe, afirmou que o suspeito fazia parte de uma unidade de comandos apoiada pelos EUA que lutou contra o Talibã no Afeganistão e chegou aos Estados Unidos por meio de um programa de evacuação para afegãos que colaboravam com a agência.

Os chefes do FBI, da CIA e do Departamento de Segurança Interna, juntamente com outros altos funcionários nomeados por Trump, insistiram que Lakanwal chegou aos Estados Unidos sem supervisão devido às políticas de asilo frouxas após a retirada militar do Afeganistão ordenada pelo ex-presidente Joe Biden.

Mas a AfghanEvac, uma ONG que ajuda a estabelecer afegãos nos Estados Unidos, declarou que eles passam por "alguns dos processos de verificação de segurança mais rigorosos" do mundo. Lakanwal solicitou asilo nos Estados Unidos durante a presidência de Biden, mas seu pedido foi aprovado quando Trump já estava na Casa Branca, segundo o grupo.

"O ato isolado e violento desse indivíduo não deve ser usado como desculpa para definir ou menosprezar toda uma comunidade", disse o presidente do grupo, Shawn VanDiver.

FONTE/CRÉDITOS: DW Brasil
Comentários:
Cidade a Cidade

Publicado por:

Cidade a Cidade

Cidade a Cidade abrindo espaço para você, cadastre-se e tenha o portal do Usuário. Fique por dentro de tudo o que acontece na sua cidade, opine, mande sua informação, reclamação ou dica.

Saiba Mais

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!

Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível.