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Terça-feira, 21 de Abril de 2026
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Ato pró-palestinos interrompe Volta da Espanha em Madri

Manifestantes invadem partes do trajeto e impedem continuidade da tradicional competição de ciclismo. Israel acusa premiê espanhol pelo incidente

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Ato pró-palestinos interrompe Volta da Espanha em Madri
Manu Fernandez/AP Photo/picture alliance
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Protestos pró-palestinos interromperam neste domingo (14/09) a etapa final da Volta da Espanha, em Madri, uma das três maiores competições anuais do ciclismo mundial. Os ativistas protestavam contra a participação de uma equipe israelense na prova.

O ciclista dinamarquês Jonas Vingegaard foi declarado vencedor, mas não cruzou a linha de chegada, que foi obstruída e ocupada por cerca de 3 mil manifestantes, segundo cálculo da mídia espanhola.

"A corrida acabou", disse um porta-voz dos organizadores, que também cancelou a cerimônia de pódio, deixando Vingegaard comemorando no banco traseiro do carro de sua equipe. A prova foi interrompida cerca de 55 quilômetros antes de seu fim previsto.

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Mais tarde, o governo da Espanha disse que cerca de 100 mil pessoas participaram do ato. O grupo derrubou barreiras de metal e ocupou diversos pontos do trajeto da corrida aos gritos de "não passarão".

Duas pessoas foram presas e 22 policiais ficaram feridos, comunicou o governo espanhol.

Mobilizações em menor escala haviam ocorrido em dias anteriores da tradicional competição de ciclismo espanhola, que dura cerca de três semanas em suas 21 etapas. Alguns ciclistas chegaram a ameaçar desistir da prova quando rotas foram bloqueadas, provocando quedas.

Antes da etapa final, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, havia expressado "admiração pelo povo espanhol que se mobiliza por causas justas como a palestina". A ministra da Saúde, Mónica García, disse que os atos mostraram que o país é um "farol global na defesa dos direitos humanos".

No começo de setembro, o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, também apoiou a exclusão da equipe israelense Israel-Premier Tech da Volta.

Confrontos com policiais

O governo espanhol mobilizou um forte aparato de segurança para a etapa deste domingo, com o objetivo de conciliar a competição com o "direito de protestar".  Mais de mil policiais foram convocados, o maior contingente desde que a capital espanhola sediou a cúpula da Otan, há três anos.

A polícia conteve por várias horas a multidão que carregava cartazes e bandeiras, enquanto os ciclistas cortavam vilarejos a caminho de Madri.

À medida que os ciclistas se aproximavam da capital, os manifestantes atiraram garrafas plásticas e cones de trânsito, derrubaram barreiras e avançaram para a pista, segundo as autoridades. Policiais de choque armados com cassetetes dispararam bombas de fumaça.

Manifestantes com bandeiras palestinas em competição de ciclismo
Protestos também ocorreram em dias anteriores da Volta da EspanhaFoto: Pankra Nieto/REUTERS

Tensão entre Espanha e Israel cresce

O episódio agrava as tensões entre Espanha e Israel. O país europeu tem liderado esforços contra a incursão militar israelense em Gaza. O conflito teve início após ataques do Hamas deixarem centenas de civis mortos em 7 de outubro de 2023.

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, publicou no X que Sánchez e seu governo eram "uma desgraça para a Espanha".

"Hoje ele incentivou os manifestantes a irem às ruas. A turba pró-palestinos ouviu as mensagens e destruiu a Volta da Espanha."

O prefeito de Madri, José Luis Martínez-Almeida, também culpou Sánchez pelo ocorrido.

"Violência pela qual o primeiro-ministro é diretamente responsável, devido às suas declarações nesta manhã incitando os protestos", disse Martínez-Almeida.

Santiago Abascal, líder do partido de ultradireita Vox, também atacou Sánchez. "Ele não se importa com Gaza. Não se importa com a Espanha. Não se importa com nada. Mas quer violência nas ruas para manter o poder."

É a primeira vez que uma das Grandes Voltas do ciclismo é impedida de concluir sua etapa final por manifestantes políticos desde 1978, quando a mesma Volta da Espanha foi interrompida por separatistas bascos em San Sebastián.

Guerra afeta eventos esportivos e culturais

A guerra de Israel contra o grupo radical palestino Hamas tem provocado protestos em todo o mundo e afetado vários eventos esportivos e culturais.

Também na Espanha, sete enxadristas israelenses desistiram de um torneio na última sexta-feira, depois que os organizadores disseram que eles não poderiam competir usando a bandeira de Israel, citando o conflito em Gaza e expressando solidariedade aos palestinos.

Na última quarta-feira, um festival belga de música clássica barrou a participação da Orquestra Filarmônica de Munique por entender que seu futuro maestro, o israelense Lahav Shani, não teria uma postura clara sobre o conflito

FONTE/CRÉDITOS: DW Brasil
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