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Terça-feira, 28 de Abril de 2026
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Banco Central dos EUA corta taxa de juros pela 1ª vez no ano

Fed reduz juros em 0,25% após enfraquecimento do mercado de trabalho. Presidente Donald Trump pressiona por ajustes maiores e ameaça demissões.

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Banco Central dos EUA corta taxa de juros pela 1ª vez no ano
Jim Watson/AFP
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O Banco Central dos Estados Unidos (Fed) cortou sua taxa básica de juros nesta quarta-feira (17/09) pela primeira vez este ano, reduzindo 0,25 ponto percentual para um intervalo entre 4,0% e 4,25%. Há ainda uma previsão de que mais dois cortes ocorram este ano.

O Fed também indicou que agora espera um crescimento econômico maior do que o antecipado anteriormente, prevendo um aumento de 1,6%.

O banco central havia interrompido seu ciclo de flexibilização dos juros em janeiro devido à incerteza sobre como as tarifas de importação impostas pelo presidente americano Donald Trump poderiam afetar a inflação e a economia em geral.

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No entanto, segundo o Comitê Federal de Mercado Aberto, do Fed, mesmo com um avanço da inflação, o enfraquecimento do mercado de trabalho americano justifica a necessidade do corte de juros.

A decisão era esperada por analistas. O economista do banco alemão KfW, Dirk Schumacher, entende que o índice de emprego nos EUA desacelerou a tal ponto que os riscos de inflação associados às tarifas passaram a ser secundários para o Fed.

Divisão interna e pressão de Trump

Dos 12 membros do Comitê, apenas o novo diretor, Stephen Miran, ex assessor econômico de Trump, votou contra. Ele defendia uma redução maior da taxa, de 0,5 ponto, seguindo a pressão imposta pelo presidente ao Fed.

Esta foi a primeira reunião envolvendo Miran, que antes havia presidido o Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca. Ele foi empossado pouco antes do início da reunião, após uma rápida confirmação pelo Senado americano na noite de segunda.

Trump intensificou a pressão sobre o Fed neste ano, ao exigir cortes significativos nas taxas e criticar o presidente do Fed, Jerome Powell. O objetivo era estimular o consumo e diminuir o peso dos juros sobre a dívida pública americana.

Além de nomear Miran após a aposentadoria antecipada de outro membro do Comitê, Trump tentou demitir uma diretora do Fed, Lisa Cook, provocando uma disputa judicial que colocou a independência do banco central em xeque. A Justiça americana decidiu pela manutenção de Cook no cargo.

Em coletiva de imprensa, Powell disse que o Fed se mantém "fortemente comprometido" com sua independência, indicando que a decisão não teve influência da pressão de Trump

Ele também afirmou que que pelo menos mais dois cortes nas taxas de juros podem ocorrer neste ano. "As decisões reais que tomamos serão baseadas nos dados que chegarem, na perspectiva em evolução e no equilíbrio de riscos no momento em que as decisões forem efetivamente tomadas."

Queda de juros valoriza o real

O Fed normalmente mantém as taxas em níveis mais altos para trazer a inflação de volta à meta de 2%, mas o corte ajuda a estimular o mercado de trabalho.

Taxas de juros mais baixas tornam os empréstimos mais baratos para empresas e consumidores e alguns investimentos menos atraentes, o que estimula consumo. Mais dinheiro em circulação pode, por sua vez, alavancar a economia e criar empregos.

Um corte na taxa também reduz a atratividade dos títulos da dívida americana, que diminuem seu rendimento, e também do dólar americano. O resultado é a valorização de outras moedas, como o real.

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