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Terça-feira, 21 de Abril de 2026
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Migrantes na Alemanha ganham em média 20% menos que alemães

Diferença se deve principalmente a menor acesso a trabalhos que pagam salários mais altos, segundo pesquisa. Entre os migrantes de segunda geração, diferença foi de 7,7%

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Migrantes na Alemanha ganham em média 20% menos que alemães
Christoph Schmidt/dpa/picture alliance
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Os trabalhadores estrangeiros na Alemanha ganhavam em 2017 cerca de 20% menos do que os alemães nativos, segundo uma pesquisa publicada nesta quarta-feira (16/07) na revista científica Nature.

O estudo concluiu que a principal razão para essa diferença não é porque os trabalhadores estrangeiros recebiam salários injustos pelo mesmo trabalho, e sim porque muitas vezes não tinham acesso aos trabalhos que pagam salários mais altos.

O estudo foi realizado por 15 pesquisadores de diversos países, e analisou as diferenças salariais entre nativos e estrangeiros em nove países do Ocidente: Alemanha, Canadá, Dinamarca, França, Holanda, Noruega, Espanha, Suécia e Estados Unidos.

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Em média, a diferença salarial entre trabalhadores estrangeiros e nativos foi de 17,9%. Três quartos dessa diferença se devem ao acesso limitado a setores, cargos e empregadores que pagam melhores salários. O outro quarto é consequência de pagamento desigual dentro de uma mesma função.

Na Alemanha, a diferença salarial entre os migrantes de primeira geração e os alemães nativos foi de 19,6%,

Embora todos os países pesquisados apresentassem diferenças de renda entre migrantes e nativos, países como Suécia e Canadá estavam conseguido diminuir a diferença mais rapidamente, especialmente entre os migrantes de segunda geração.

A diferença salarial para os migrantes de segunda geração na Alemanha foi de 7,7% – acima da média de 5,7% dos nove países pesquisados. Os descendentes de migrantes da África e do Oriente Médio são os mais desfavorecidos no conjunto de países pesquisados.

Um grupo de crianças andando
Entre os nove países pesquisados, Suécia e Canadá foram os que mais conseguiram reduzir diferença salarial para migrantes de segunda geraçãoFoto: Wolfram Steinberg/dpa/picture alliance

"Integração consiste principalmente em quebrar as barreiras estruturais para acessar empregos bem remunerados", disse um dos coautores do estudo, Malte Reichelt, do Instituto de Pesquisa sobre o Mercado de Trabalho e Emprego (IAB) de Nuremberg.

O relatório destaca alguns fatores-chave para melhorar o acesso dos migrantes a posições com melhores salários: apoio no ensino do idioma, reconhecimento de diplomas e certificados estrangeiros, expansão de redes profissionais e melhor compartilhamento de informações.

Entre os migrantes de primeira geração, as maiores disparidades salariais foram encontradas na Espanha (29,3%) e no Canadá (27,5%), seguidos pela Noruega (20,3%), Alemanha (19,6%) e França (18,9%). Os EUA, a Dinamarca e a Suécia relataram diferenças significativamente menores.

O Canadá lidera o progresso geracional, com uma diferença salarial de apenas 1,9% para os migrantes de segunda geração. Em contrapartida, a Noruega ainda apresenta uma disparidade de 8,7%.

 

Para algumas nacionalidades, renda mediana supera a de alemães

A diferença salarial entre nativos e estrangeiros varia de acordo com a nacionalidade dos migrantes. Uma outra pesquisa, do Instituto da Economia Alemã (IW), em Colônia, divulgada em dezembro, apontou que estrangeiros de alguns países que moram e trabalham na Alemanha em tempo integral com recolhimento de seguridade social recebiam no final de 2023 uma renda mediana superior à de alemães.

A renda mediana é o valor recebido por alguém que está exatamente no centro da distribuição de um grupo. Ela difere da renda média, que é a soma da renda de todas as pessoas de um grupo dividida pelo número de pessoas.

Segundo o estudo, entre todos os imigrantes na Alemanha, a renda mediana no final de 2023 foi de 3.034 euros, cerca de 900 euros abaixo da renda mediana dos alemães, de 3.945 euros (23% a menos).

No entanto, estrangeiros de algumas nacionalidades tinham renda mediana maior que à de alemães, como franceses (4.407 euros), belgas, holandeses e luxemburgueses (4.466 euros), brasileiros (4.565 euros), suíços (4.589 euros), chineses (4.728), americanos (5.095 euros) e indianos (5.359 euros)

Entre as nacionalidades com renda mediana mais baixa estavam os imigrantes da Síria (2.657 euros), Romênia (2.611 euros) e Bulgária (2.520 euros). O IW afirma que isso ocorre pois uma alta proporção dos imigrantes desses países trabalha no setor de cuidado, que paga salários mais baixos.

FONTE/CRÉDITOS: DW Brasil
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