Os trabalhadores indianos são os mais bem pagos na Alemanha, segundo um estudo publicado nesta sexta-feira (02/01), superando até os próprios alemães.
O salário médio bruto dos empregados indianos em 2024 foi de 5.393 euros (R$ 34,4 mil) por mês, informou o Instituto Econômico Alemão (IW) . Em seguida, vieram os austríacos (5.322 euros por mês), americanos (5.307 euros) e irlandeses (5.233 euros).
Os brasileiros que trabalham no país têm renda bruta média mensal de 4.653 euro, também superior a dos trabalhadores alemães, que recebem, em média, 4.177 euros. Os estrangeiros, coletivamente, têm média de 3.204 euros.
O IW afirma que o motivo da alta renda dos trabalhadores indianos é o nível salarial em funções qualificadas de nível elevado em cargos técnicos. Muitos deles trabalham na Alemanha em profissões acadêmicas no setor CTEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática).
Entre 2012 e 2024, o número de indianos trabalhando nesses setores na Alemanha aumentou quase nove vezes, chegando a mais de 32.800 pessoas. Cerca de um terço dos empregados indianos em tempo integral, com idades entre 25 e 44 anos, são do setor CTEM.
Imigração qualificada vital para economia alemã
De acordo com o estudo, isso também se deve ao aumento acentuado de estudantes indianos na Alemanha. Muitos concluíram seus estudos com sucesso, permaneceram no país e contribuíram para o setor de pesquisas. O número anual de pedidos de patentes de inventores com raízes indianas aumentou 12 vezes entre 2000 e 2022.
"Sem a imigração qualificada, o crescimento da economia alemã dificilmente seria possível hoje, especialmente nas profissões CTEM e em termos de capacidade de inovação", afirmou o especialista do IW, Axel Plünnecke. A imigração qualificada da Índia é "uma história de sucesso particular", acrescentou.
Outro motivo para os altos salários – inclusive para imigrantes da Áustria e dos EUA – é que muitos funcionários trabalham em centros urbanos economicamente fortes, com níveis salariais mais elevados. Desde 2012, o governo alemão tem recrutado especificamente trabalhadores qualificados de fora da Europa, especialmente para profissões CTEM.
A análise incluiu cidadãos de países que tem mais de 5.000 pessoas trabalhando em tempo integral na Alemanha e foi baseada em estatísticas da Agência Federal de Emprego.

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