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Domingo, 19 de Abril de 2026
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Irã condena ganhadora do prêmio Nobel pela sétima vez

Tribunal iraniano aumentou a pena de Narges Mohammadi em mais seis meses por ela protestar contra a execução de um detento. Ativista está presa desde 2021.

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Por Cidade a Cidade
Irã condena ganhadora do prêmio Nobel pela sétima vez
Mohammadi family archive photos/Handout via REUTERS
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Um tribunal do Irã condenou a iraniana ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, Narges Mohammadi, a mais seis meses de prisão junto a outras quatro prisioneiras, por protestar na cadeia contra a execução de um detento, informou sua família nesta segunda-feira (21/10).

Esta é a sétima vez que a Justiça do país condena e amplia a pena da ativista pelos direitos das mulheres, presa desde 2021. Os juízes argumentaram que as detentas "resistiram às ordens" dos oficiais.

"Essa nova sentença vem em resposta a um protesto pacífico contra a execução de Reza Rasai dentro da prisão de Evin", declarou nas redes sociais a família da ganhadora do Nobel.

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O prisioneiro era acusado de envolvimento no assassinato de um oficial iraniano que aconteceu durante a revolta desencadeada pela morte de Jina Mahsa Amini, em setembro de 2022.

A jovem de 22 anos morreu depois de ter sido presa pela polícia da moralidade do Irã por não usar corretamente o véu islâmico na cabeça, provocando a maior onda de protestos no país em décadas.

Premiação do Nobel da Paz, em Oslo
Cadeira de Narges Mohammadi ficou vazia em cerimônia de premiação do Nobel da Paz, em OsloFoto: Fredrik Varfjell/AP Photo/picture alliance

Família diz que polícia negou atendimento médico

Durante o protesto contra a execução na prisão de Evin, em Teerã, Mohammadi recebeu um golpe no peito e desmaiou, segundo seus familiares.

A família da ativista também afirmou que as autoridades iranianas negaram tratamento médico a Mohammadi e que, em três ocasiões, impediram que ela fosse levada ao hospital para fazer exames devido a problemas cardíacos e ao aparecimento de um nódulo em seu seio.

Mohammadi mantém ativismo

Mohammadi, de 52 anos, foi condenada sete vezes desde 2021 a um total de 13 anos e nove meses de prisão e 154 chicotadas, entre outras punições. A última extensão de pena foi determinada em junho deste ano depois de ela pedir um boicote às eleições legislativas no país.

Apesar de suas condenações, a ativista continuou a se manifestar contra as violações dos direitos humanos no Irã, o uso da pena de morte e a violência contra mulheres que não usam o véu islâmico.

Mohammadi recebeu o Prêmio Nobel da Paz 2023 "por sua luta contra a opressão das mulheres no Irã e por promover os direitos humanos e a liberdade para todos". Na ocasião, ela não pode comparecer para receber a premiação pois já estava detida no Irã.

FONTE/CRÉDITOS: DW Brasil
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